quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Provas da existência de Deus




Boa tarde queridos amigos! Dando continuidade ao tema, no dia 27 de maio deste ano, foi abordado o tema Provas da existência de Deus com o nosso grupo de iniciantes, segue o texto retirado da apostila do ESDE.
 
Cada religião [...] explica Deus à sua maneira; cada teoria o descreve a seu modo. E de tudo isso resulta uma confusão, um caos inextricável. [...] Dessa confusão, os ateus têm tirado argumentos para negar a existência de Deus; os positivistas, para o declarar «incognoscível». Como remediar tal desordem? Como escapar a essas contradições?
 Da mais simples maneira. Basta elevarmo-nos acima das teorias e dos sistemas, bastante alto para as ligar em seu conjunto e pelo que têm de comum. Basta elevarmo-nos até à grande Causa, na qual tudo se resume e tudo se explica.
Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e declarar que o nada pode fazer alguma coisa. A prova da existência de Deus, como dizem os Espíritos Superiores, pode ser encontrada em um [...] axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o
que não é obra do homem e a vossa razão responderá.
Vemos constantemente uma imensidade de efeitos, cuja causa não está na Humanidade, pois que a Humanidade é impotente para produzi-los, ou, sequer, para os explicar. [...] Tais efeitos absolutamente
não se produzem ao acaso, fortuitamente e em desordem.
Desde a organização do mais pequenino inseto e da mais insignificante semente, até a lei que rege os mundos que circulam, no Espaço, tudo atesta uma ideia diretora, uma combinação, uma previdência, uma solicitude, que ultrapassam todas as combinações humanas. A causa é, pois, soberanamente inteligente.
Constitui princípio elementar que pelos seus efeitos é que se julga de uma causa, mesmo quando ela se conserve oculta. Se, fendendo os ares, um pássaro é atingido por mortífero grão de chumbo,
deduz-se que hábil atirador o alvejou, ainda que este último não seja visto. Nem sempre, pois, se faz necessário vejamos uma coisa, para sabermos que ela existe. Em tudo, observando os efeitos
é que se chega ao conhecimento das causas.
Outro princípio igualmente elementar e que, de tão verdadeiro, passou a axioma, é o de que todo efeito inteligente tem que decorrer de uma causa inteligente. Se perguntassem qual o construtor
de certo mecanismo engenhoso, que pensaríamos de quem respondesse que ele se fez a si mesmo? Quando se contempla uma obra-prima da arte ou da indústria, diz-se que há de tê-la produzido um
homem de gênio, porque só uma alta inteligência poderia concebê-la. Reconhece-se, no entanto, que ela é obra de um homem, por se verificar que não está acima da capacidade humana; mas, a ninguém acudirá a ideia de dizer que saiu do cérebro de um idiota ou de um ignorante, nem, ainda menos, que é trabalho de um animal, ou produto do acaso.
Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária [primeira] é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária [primeira]. Aquela inteligência superior é que é a causa primária [primeira] de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe deem.
Pois bem! Lançando o olhar em torno de si, sobre as obras da Natureza, notando a providência, a sabedoria, a harmonia que presidem a essas obras, reconhece o observador não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana. Ora, desde que o homem não as pode produzir, é que elas são produto de uma inteligência superior à Humanidade, a menos que se sustente que há efeitos sem causa.
A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.
Deus não se mostra, mas se revela pelas suas obras.
A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação, como pela evidência material dos fatos. Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram; entretanto, creem instintivamente na existência de um poder sobre-humano. Eles veem coisas que estão acima das possibilidades do homem e deduzem que essas coisas provêm de um ente superior à Humanidade. Não demonstram raciocinar com mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram a si mesmas?

domingo, 5 de outubro de 2014

Lei de adoração.

Boa noite queridos companheiros! No dia 07 de maio deste ano, iniciamos o estudo da lei de adoração com o nosso grupo de estudos intermediário, segue o texto que foi estudado e nos textos complementares está a história que foi estudada.
 
O vocábulo adoração significa, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ato ou efeito de adorar, que está intimamente relacionado à palavra veneração, culto que se rende a alguém ou algo considerado divindade. No sentido vulgar do termo, adorar traduz-se como prestar culto à divindade. Todavia, afirmam os Espíritos Superiores que adoração consiste na [...] elevação do pensamento a Deus.

Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma. Esclarecem também que a [...] adoração está na lei natural, pois resulta de um sentimento inato no homem. Por essa razão é que existe entre todos os povos, se bem que sob formas diferentes.

Tempos houve em que cada família, cada tribo, cada cidade e cada raça tinha os seus deuses particulares, em cujo louvor o fogo divino ardia constantemente na lareira ou nos altares dos templos que lhes eram dedicados. Retribuindo essas homenagens (assim se acreditava), os deuses tudo faziam pelos seus adoradores, chegando até a se postar à frente dos exércitos das comunas ou das nações a que pertenciam, ajudando-as em guerras defensivas ou de conquista.

É importante destacar que a [...] palavra deus tinha, entre os antigos, acepção muito ampla. Não indicava, como presentemente, uma personificação do Senhor da Natureza. Era uma qualificação genérica, que se dava a todo ser existente fora das condições da Humanidade. Ora, tendo-lhes as manifestações espíritas revelado a existência de seres incorpóreos a atuarem como potência da Natureza, a esses seres deram eles o nome de deuses, como lhes damos atualmente o de Espíritos.

Pura questão de palavras, com a única diferença de que, na ignorância em

que se achavam, mantida intencionalmente pelos que nisso tinham interesse, eles erigiram templos e altares muito lucrativos a tais deuses, ao passo que hoje os consideramos simples criaturas como nós, mais ou menos perfeitas e despidas de seus invólucros terrestres. Se estudarmos atentamente os diversos atributos das divindades pagãs, reconheceremos, sem esforço, todos os de que vemos dotados os Espíritos nos diferentes graus da escala espírita, o estado físico em que se encontram nos mundos superiores, todas as propriedades do períspirito e os papéis que desempenham nas coisas da Terra.

Para entendermos a adoração, precisamos reconhecer que esta acompanha o processo evolutivo da criatura humana, uma vez que, como o homem evolui intelectual e moralmente, aperfeiçoa também sua concepção de Deus e a sua forma de adorá-lo. Podemos, então, acompanhar com nitidez a transformação

histórica da ideia de Deus ocorrida na nossa humanidade: partindo das primitivas ideias politeístas, alcançamos significativo progresso religioso com o

monoteísmo, a despeito de ainda presos às manifestações de culto exterior. Nesse ponto da história religiosa do Planeta, a nossa rota evolutiva abre-se em uma bifurcação, estabelecida pelo surgimento do Cristianismo. Assim, os povos do hemisfério ocidental abraçam as ideias cristãs, enquanto os povos do hemisfério oriental se mantêm presos às tradições religiosas do seu passado remoto. É oportuno assinalar que vindo [...] iluminar o mundo com a sua divina luz, o Cristianismo não se propôs destruir uma coisa que está na Natureza.

Orientou, porém, a adoração para Aquele a quem é devida. Quanto aos Espíritos,

a lembrança deles se há perpetuado, conforme os povos, sob diversos nomes, e suas manifestações, que nunca deixaram de produzir-se, foram interpretadas de maneiras diferentes e muitas vezes exploradas sob o prestígio do mistério. Enquanto para a religião essas manifestações eram fenômenos miraculosos, para os incrédulos sempre foram embustes. Hoje, mercê de um estudo mais sério, feito à luz meridiana, o Espiritismo, escoimado das ideias supersticiosas que o ensombraram durante séculos, nos revela um dos maiores e mais sublimes princípios da Natureza.

Devemos considerar, no entanto, que longe ainda nos encontramos de adorar Deus em espírito e verdade, conforme preconiza o Espiritismo, e lembrando a mensagem cristã. Muitas interpretações religiosas ainda trazem o ranço das manifestações ritualísticas, visíveis nos seus cerimoniais de culto externo.

Emmanuel, a propósito, lembra-nos que nos [...] tempos primevos, como na atualidade, o homem teve uma concepção antropomórfica de Deus. Nos períodos primários da Civilização, como preponderavam as leis de força bruta e a Humanidade era uma aglomeração de seres que nasciam da brutalidade e da aspereza, que apenas conheciam os instintos nas suas manifestações, a adoração aos seres invisíveis que personificavam os seus deuses era feita de sacrifícios inadmissíveis em vossa época.

Hodiernamente, nos vossos tempos de egoísmo utilitário, Deus é considerado

como poderoso magnata, a quem se pode peitar com bajulação e promessa, no seio de muitas doutrinas religiosas.

Os Espíritos Orientadores da Codificação Espírita nos esclarecem que [...]

adoração verdadeira é do coração. Em todas as vossas ações, lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar. Esclarecem igualmente que a adoração exterior será útil, [...] se não consistir num vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo. Mas, os que somente por afetação e amor-próprio o fazem, desmentindo com o proceder a aparente piedade, mau exemplo dão e não imaginam o mal que causam.

Na verdade, continuam elucidando os Espíritos Codificadores, Deus prefere

os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam. É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante [...]. E como tal

será tratado no dia da justiça. Se um cego, ao passar, vos derriba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão. Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro.

Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Existência de Deus

Bom dia queridos irmãos! No dia 07 de maio de 2014, iniciamos o estudo do tema Existência de Deus com o nosso grupo de iniciantes. Segue o texto que estudamos com os nossos companheiros.



O homem que desconhece Deus e não quer saber que forças, que recursos, que socorros d´Ele promanam, esse é comparável a um indigente que habita ao lado de palácios, cheios de tesouros, e se arrisca a morrer de miséria diante da porta que lhe está aberta e pela qual tudo o convida a entrar.
A crença em Deus [...] se afirma e se impõe, fora e acima de todos os sistemas, de todas as filosofias, de todas as crenças. O homem [...] não se pode desinteressar dela porque o homem é um ser [pensante]. O homem vive, e importa-lhe saber qual é a fonte, qual é a causa, qual é a lei da vida. A opinião que tem sobre a causa, sobre a lei do Universo, essa opinião, quer ele queira ou não, quer saiba ou não, se reflete em seus atos, em toda a sua vida pública ou particular.
A questão de Deus é o mais grave de todos os problemas suspensos sobre nossas cabeças e cuja solução se liga, de maneira restrita, imperiosa, ao problema do ser humano e de seu destino, ao problema da vida individual e da vida social.
O conhecimento da verdade sobre Deus, sobre o mundo e a vida é o que há de mais essencial, de mais necessário, porque é Ele que nos sustenta, nos inspira e nos dirige, mesmo à nossa revelia. A crença em Deus está instintivamente impressa na mente humana. À medida que o homem evolui, apura-se também a crença em Deus. Dessa forma, como nos ensinam os Espíritos Superiores, o sentimento instintivo de crer em Deus nos prova que Deus existe. É também [...] uma consequência do princípio – não há efeito sem causa.
Poder-se-ia argumentar que a crença em Deus resulta da educação recebida, consequência das ideias adquiridas. Entretanto, esclarecem os Espíritos da Codificação, se [...] assim fosse, porque existiria nos vossos selvagens esse sentimento?
Opinando a respeito, Kardec nos elucida: Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.
Deus nos fala por todas as vozes do Infinito. E fala, não em uma Bíblia escrita há séculos, mas em uma bíblia que se escreve todos os dias, com estes característicos majestosos, que se chamam oceanos, montanhas e astros do céu; por todas as harmonias, doces e graves, que sobem do imo da Terra ou descem dos espaços etéreos. Fala ainda no santuário do ser, nas horas de silêncio e de meditação. Quando os ruídos discordantes da vida material se calam, então a voz interior, a grande voz desperta e se faz ouvir. Essa voz
sai da profundeza da consciência e nos fala dos deveres, do progresso, da ascensão da criatura. Há em nós uma espécie de retiro íntimo, uma fonte profunda de onde podem jorrar ondas de vida, de amor, de virtude, de luz. Ali se manifesta esse reflexo, esse gérmen divino, escondido em toda Alma humana.
A história da ideia de Deus mostra-nos que ela sempre foi relativa ao grau intelectual dos povos e de seus legisladores, correspondendo aos movimentos
civilizadores, à poesia dos climas, às raças, à florescência de diferentes povos; enfim, aos progressos espirituais da Humanidade. Descendo pelo curso dos tempos, assistimos sucessivamente aos desfalecimentos e tergiversações dessa ideia imperecível, que, às vezes fulgurante e outras vezes eclipsada, pode, todavia, ser identificada sempre, nos fastos da Humanidade. Liga-se [...] estreitamente à ideia de Lei, e assim à de dever e de sacrifício. A ideia de Deus liga-se a todas as noções indispensáveis à ordem, à harmonia, à elevação dos seres e das sociedades. Eis por que, logo que a ideia de Deus se enfraquece, todas essas noções se debilitam; desaparecem, pouco a pouco, para dar lugar ao personalismo, à presunção, ao ódio por toda autoridade, por toda direção, por toda lei superior.
Diremos, pois, que desconhecer, desprezar a crença em Deus e a comunhão do pensamento que a Ele se liga [...] seria, ao mesmo tempo, desconhecer o que há de maior, e desprezar as potências interiores que fazem a nossa verdadeira riqueza.
Seria calcar aos pés nossa própria felicidade, tudo que pode fazer nossa elevação, nossa glória, nossa ventura.
A ideia de Deus impõe-se por todas as faculdades do nosso Espírito, ao mesmo tempo que nos fala aos nossos olhos os esplendores do Universo. A inteligência suprema revela a causa eterna, na qual todos os seres vêm haurir a força, a luz e a vida. Aí está o Espírito Divino, o Espírito Potente, que se venera sob tantas denominações; mas, sob todos esses nomes, é sempre o centro, a lei viva, a razão pela qual os seres e os mundos se sentem viver, se conhecem, se renovam e elevam.
Viver sem a crença em um ser superior é negar a obra da Criação; é omitir o evidente, o real; é alimentar o nosso orgulho; é permanecer no estado de ignorância em que ainda nos encontramos, é, em suma, negar a realidade que está ao alcance de todos, pois tudo no Universo, o visível e o invisível, e, principalmente, a nossa consciência, nos fala de um Ser superior.
A crença em Deus é, além disso, questão essencial para o entendimento
da Doutrina Espírita. Entretanto, para elucidar esse assunto de tão magna importância, [...] temos agora recursos mais elevados que os do pensamento humano; temos o ensino daqueles que deixaram a Terra, a apreciação das Almas que, tendo franqueado o túmulo, nos fazem ouvir, do fundo do mundo invisível, seus conselhos, seus apelos, suas exortações. Verdade é que nem todos os Espíritos são igualmente aptos a tratar dessas questões. [...] Nem todos estão igualmente desenvolvidos; não chegaram todos ao mesmo grau de evolução. [...] Acima, porém, da multidão das Almas obscuras, ignorantes, atrasadas, há Espíritos eminentes, descidos das esferas [superiores] para esclarecer e guiar a Humanidade. Ora, que dizem esses Espíritos sobre a questão de Deus? A existência da Potência Suprema é afirmada por todos os
Espíritos elevados 6. Todos [...] aqueles cujos ensinamentos têm reconfortado as nossas almas, mitigado nossas misérias, sustentado nossos desfalecimentos, são unânimes em afirmar, em repetir, em reconhecer a alta Inteligência que governa os seres e os mundos.
Eles dizem que essa Inteligência se revela mais brilhante e mais sublime à medida que se escalam os degraus da vida espiritual.
Assim, nos esclarecem os Espíritos Superiores na primeira questão de O
Livro dos Espíritos:
Que é Deus?
Deus é a inteligência suprema, causa primária [primeira] de todas as coisas.
Afirmando a existência de uma causa primeira no Universo, os Espíritos
Superiores trazem, dessa forma, um novo conceito de Deus para a Humanidade, oposto à ideia de um deus antropomórfico, parcial e vingador, apresentado pelas religiões de um modo geral. Pode-se levar mais longe do que temos feito a definição de Deus? Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece. Deus impõe-se ao nosso Espírito, porém escapa a toda análise. O Ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e pelo espaço. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo [...].
Para resumir, tanto quanto podemos, tudo o que pensamos referente a Deus, diremos que Ele é a Vida, a Razão, a Consciência em sua plenitude. É a causa eternamente operante de tudo o que existe. É a comunhão universal, onde cada ser vai sorver a existência, a fim de, em seguida, concorrer, na medida de suas faculdades crescentes e de sua elevação, para a harmonia do conjunto.

Poder da fé

1. Quando Ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando- se de joelhos a seus pés, disse: “Senhor, tem piedade d...