segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

REENCARNAÇÃO



Boa tarde queridos amigos! No dia 11 de Novembro de 2014, foi abordado no grupo de estudos de iniciantes o tema: "Reencarnação". Segue o texto que foi estudado.




“A alma, depois de residir temporariamente no Espaço, renasce na condição humana,
trazendo consigo a herança, boa ou má, do seu passado; (...) reaparece na cena terrestre para (...) pagar as dívidas que contraiu, conquistar novas capacidades que lhe hão de facilitar a ascensão, acelerar a marcha para a frente.
A lei dos renascimentos explica e completa o princípio da imortalidade. (...)” (06)
Não se pode compreender que o Espírito, destinado à perfeição, consiga realizar toda
sorte de progresso numa só existência física. Os próprios fatos do dia-a-dia rejeitam tal idéia.
“(...) Devemos ver na pluralidade das vidas da alma a condição necessária de sua educação e de seus progressos. É à custa dos próprios esforços, de suas lutas, de seus sofrimentos, que ela se redime de seu estado de ignorância e de inferioridade e se eleva, de degrau a degrau, (...)“ a caminho das inúmeras habitações do Universo. (06)
“(...) Cada um leva para a outra vida e traz, ao nascer, a semente do passado. (...)” (07)
Somos hoje o resultado das experiências vividas no passado, como seremos amanhã, o produto das nossas ações de hoje.
“(...) Nem todas as almas têm a mesma idade, nem todas subiram com o mesmo passo
seus estádios evolutivos. Umas percorreram uma carreira imensa e aproximaram-se já do apogeu dos progressos terrestres; outras mal começam o seu ciclo de evolução no seio das humanidades. Estas são as almas jovens, emanadas há menos tempo do Foco Eterno. (...)
Chegadas à humanidade, tomarão lugar entre os povos selvagens ou entre as raças bárbaras que povoam os continentes atrasados, as regiões deserdadas do Globo. E, quando, afinal, penetram em nossas civilizações ainda facilmente se deixam reconhecer pela falta de desembaraço, de jeito, pela sua incapacidade para todas as coisas e, principalmente, pelas suas paixões violentas (...)” (08)
“(...) Assim, no encadeamento das nossas estações terrestres, continua e completa-se a
obra grandiosa de nossa educação, o moroso edificar de nossa individualidade, de nossa personalidade moral. É por essa razão que a alma tem de encarnar sucessivamente nos meios mais diversos, em todas as condições sociais;” (09) é passando alternadamente pelas vidas de pobreza ou riqueza, pelas experiências de renúncias e de trabalho, que irá compreendendo a transitoriedade dos bens materiais e desenvolvendo valores espirituais superiores. “(...) São necessárias as existências de estudo, as missões de dedicação, de caridade, por via das quais se ilustra a inteligência e o coração se enriquece com a aquisição de novas qualidades; virão depois as vidas de sacrifício pela família, pela pátria, pela Humanidade. (...)” Ocorrerão por certo, existências onde o orgulho e o egoísmo serão abafados através das provas dolorosas de resgate do passado de erros.
Assim se define, pois, a pluralidade das existências, ou reencarnação, ou palingenesia.
É uma lei natural, necessária ao aperfeiçoamento humano.
“A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os
saduceus (seita judia, formada por volta do ano 248 a.C., fundada por Sadoc), cuja crença era a de que tudo acaba com a morte, não acreditavam nisso. (...)” (03)
Os judeus não tinham idéias precisas a respeito do mecanismo da ligação da alma ao
corpo e mesmo sobre a imortalidade do Espírito.
“(...) Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente
de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas e outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. (03) “A idéia de que João Batista era o Espírito de Elias reencarnado, tornou-se tão firme nos discípulos de Jesus, que não admitiam absolutamente dúvida a respeito. E é de notar que o Senhor não dissuadiu seus discípulos desse pensamento; ao contrário, confirmou-o categoricamente:
“Se vós quereis compreender, João Batista é o Elias que há de vir”. (Mateus: 11,
14 é 15)” (10)
Quando Jesus disse a Nicodemos: “Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode
ver o reino de Deus se não nascer de novo” e ante a estranheza do senador dos judeus de como tal situação poderia ocorrer: Como pode isso fazer-se? Jesus replicou como que surpreendido:
“És mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, que não dizemos
senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho — Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?” (João, 3: 1 a 12), quis mostrar que a crença na reencarnação é um ensinamento óbvio, natural, inerente à evolução do próprio homem.
Jesus ensinou a Doutrina das vidas sucessivas a Nicodemos, pregando-a a toda a Humanidade, porque somente através da reencarnação, o homem sabe quem é, donde veio e para aonde vai.
“Não há, pois, dúvidas de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação
era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo. (...)” (04)
Não encarnamos e reencarnamos apenas no planeta Terra; “não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.” (01)
“A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em
vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. (...)” (05)
A constituição do perispírito está em função da natureza de cada mundo.
“(...) O próprio perispírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez
mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. (...)” (05)
A encarnação, tal como ocorre na Terra, é a mesma que se observa nos mundos inferiores. Nos mundos superiores, onde só imperam o sentimento de fraternidade e estando os seus habitantes livres das paixões grosseiras que ocorrem em mundos atrasados, os Espíritos gozam de uma encarnação bem mais feliz e nenhum temor têm da morte. “(...) A duração da vida, nos diferentes mundos, parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o Espírito, menos paixões a dominá-lo. É essa ainda uma graça da Providência, que desse modo abrevia os sofrimentos.” (02)
* * *
FONTES DE CONSULTA
01 - KARDEC, Allan. Da Pluralidade das Existências. In: O Livro dos Espíritos. Trad. de
Guillon Ribeiro. 75. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1994. Perg. 172, pág. 122.
02 - Comentário à perg. 182, págs. 125-126.
03 - Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo. In: O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 111. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1995. Item 4, pág. 84.
04 - Item 16, pág. 89.
05 - Item 24, págs. 93-94.
06 - DENIS, Léon. As Vidas Sucessivas. A Reencarnação e Suas Leis. In: O Problema do
Ser. do Destino e da Dor. 16. ed. Rio de Janeiro, FEB, 1991. Pág. 163.
07 - Pág. 165.
08 - Pág. 166.
09 - Pág. 167.
10 - SAYÃO, Antônio Luiz. In: Elucidações Evangélicas. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
Págs. 258-260.
Texto Extraído do Programa II do ESDE Editado Pela FEB

Texto Complementar


Estudo de caso simplificado: A História de Stella
A seguinte história foi relatada por Edgar Cayce, notável
médium americano, cuja última encarnação ocorreu no período
de 1877-1945.
Stela Kirby, uma senhora simpática, tranqüila e algo tímida, sempre teve vida difícil, sobretudo depois que, por motivos conjugais e financeiros, se viu na contingência de educar a única filha às próprias custas. Amigos aconselharam-na, então, a trabalhar na área de enfermagem.
Tempos depois, Stella foi encaminhada a uma família rica que procurava alguém para cuidar de um parente enfermo. No acerto das condições de trabalho, ficou estipulado que Stella receberia bom salário e local para morar com a filha, em aposentos próprios, na residência dos seus empregadores.
Quando Stella viu, pela primeira vez, o enfermo do qual deveria cuidar, quase desmaiou, chocada com a situação do mesmo. Tratava-se de um homem de 57 anos, em completo estado de retardamento mental. Sua cama era cercada por uma jaula de ferro. O doente ficava, a maior parte do dia, sentado,
rasgando a roupa que lhe vestiam; recusava-se a comer, mantendo-
se em permanente estado de imundície, devido à falta de controle das funções fisiológicas; o olhar era vago, perdido em si mesmo; a inexpressividade ao falar indicava que não tinha a menor consciência do que ocorria à sua volta.
Tomada de coragem, Stella entrou na jaula para cuidar do seu paciente, mas, devido às condições reinantes, passou tão mal que teve que correr ao banheiro, por não poder controlar as náuseas.
Presa de angustiante sentimento de desânimo, imaginou que a tarefa poderia ser superior às suas forças.
Entretanto, ao buscar auxílio junto aos benfeitores espirituais, por intermédio da mediunidade de Edgar Cayce, estes esclareceram [...] que já duas vezes no passado os caminhos de Stella e daquele homem se haviam cruzado. No Egito, ele havia sido filho dela; o asco que ora sentia por ele, no entanto, provinha de uma existência no Oriente Médio, na qual ele fora um rico filantropo que, no entanto, levava uma vida de devassidão, numa espécie de
harém, onde praticava abusos de toda sorte. Stella fora, então, uma
das infelizes que tinham de se submeter aos seus caprichos. (*) O reencontro de ambos, na presente reencarnação, visava ao perdão mútuo, reajustando-os perante a Lei de Deus.
Stella foi também esclarecida por Cayce que, se soubesse agir com afeto, o
doente responderia aos seus cuidados. Cabia-lhe, portanto, aprender a amar o
enfermo, disposta a reparar o passado desditoso. Abandoná-lo não seria [...]
solução, porque a ligação entre os dois continuaria em suspenso, a invadir os domínios de futuras existências. Stella jamais ouvira falar de reencarnação. Cayce lhe disse, ainda, que numa outra existência, na Palestina, ela cuidara de crianças defeituosas e que, portanto, estava habilitada ao trabalho junto ao paciente. Ela voltou à tarefa com nova carga de coragem e nova compreensão dos seus problemas. Para encurtar a história: o pobre homem de fato respondeu ao tratamento carinhoso de Stella; começou a alimentar-se espontaneamente, a conservar-se limpo e vestido.
Com o olhar pacificado ele seguia Stella, sem perdê-la de vista um minuto. (*)
 



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

FLAGELOS DESTRUIDORES: GUERRAS

Bom dia queridos irmãos! No dia 28 de outubro deste ano, iniciamos o estudo do tema "Flagelos destruidores:Guerras! Junto com o texto abaixo, também foi abordado dois textos "A Lenda da Guerra" e a " A Paz e a Verdade" que se encontram na página de Textos complementares.




“Tudo o que vive neste mundo, natureza, animal, homem, sofre e, todavia, o amor é a
lei do Universo e por amor foi que Deus formou os seres. Contradição aparentemente horrível, problema angustioso, que perturbou tantos pensadores e os levou à dúvida e ao pessimismo.
O animal está sujeito à luta ardente pela vida. Entre as ervas do prado, as folhas e a ramaria dos bosques, nos ares, no seio das águas, por toda a parte desenrolam-se dramas ignorados.
(...)
Quanto à Humanidade, sua história não é mais que um longo martirológio. Através dos
tempos, por cima dos séculos, rola a triste melopéia dos sofrimentos humanos (...).
A dor segue todos os nossos passos; espreita-nos em todas as voltas do caminho. E,
diante desta esfinge que o fita com seu olhar estranho, o homem faz a eterna pergunta: Por que existe a dor? (...)
Fundamentalmente considerada, a dor é uma lei de equilíbrio e educação. (...)” (08)
Neste sentido, os flagelos destruidores são permitidos por Deus para que a Humanidade
possa progredir mais depressa. (01) Aliás, a palavra flagelo geralmente é interpretada como algo prejudicial, quando, na realidade, representa o meio pelo qual as transformações necessárias ao progresso humano se realizam mais rapidamente.
É bem verdade que existem outros processos, menos rigorosos, para fazerem os homens
progredir e Deus “(...) os emprega todos os dias, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios.
Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se faça sentir a sua fraqueza. (...)” (02)
E com o abatimento do orgulho “(..) a Humanidade se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são, para os indivíduos, as crises de crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas, dolorosas, e arrebatam consigo as gerações, e as instituições, mas são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. (...) (06)
Quando os flagelos naturais, tais como cataclismos, enchentes, fome, epidemias de
doenças e de pragas em plantações, a seca, os terremotos e maremotos, as erupções vulcânicas, os ciclones etc, se abatem sobre a Humanidade, muitos se revoltam contra Deus, perdendo oportunidades valiosas de compreender o significado de tais acontecimentos.
“A Lei do Carma ou de Causa e Efeito exerce sua influência inelutável não só sobre os
homens, individualmente, como também sobre os grupos sociais.
Assim, por exemplo, quando uma família, nação ou raça busca algo que lhe traga maiores satisfações, esforça-se por melhorar suas condições de vida ou adota medidas que visem a acelerar o seu desenvolvimento, sem prejudicar ou fazer mal a outrem, está contribuindo, de alguma forma, para a evolução da Humanidade, e isso é bom. Receberá, então novas e mais amplas oportunidades de trabalho e progresso, conduzindo os elementos que a constituem a níveis cada vez mais elevados. (...)” (07)
Se, porém, procede ao contrário, “(...) mais cedo ou mais tarde sofrerá a perda de tudo
aquilo que adquiriu injustamente, em circunstâncias mais ou menos trágicas e aflitivas, segundo o grau de malícia e crueldade que lhe tenha caracterizado as ações. (...)” (07)
É assim que, mais tarde, em outras existências planetárias, são chamados a expiações
coletivas ou individuais, sob a forma de flagelos destruidores.
Acontece, porém, que “(...) Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À
medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem
ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções a terra.
(...)” (03)
Enfrentando esses flagelos, o homem é impulsionado por força da necessidade, buscando soluções para se libertar do mal que o ataca. É por isso que a dor torna-se um processo, um meio de equilíbrio e educação, como assinalamos acima.
Mesmo as guerras, que nada mais representam do que a “(...) Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões”(...) (04), geram a liberdade e o progresso” (05) da Humanidade.
Deus permite que haja a guerra e todas as suas funestas conseqüências, para que o homem, ao contacto com a dor, se liberte, por um lado, do seu passado de erros, e burile, por outro, as tendências más que ainda o fazem manter-se em atraso moral.
* * *
FONTES DE CONSULTA
01 - KARDEC, A!Ian. Da lei de Destruição. In: — O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon
Ribeiro. 76. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995. Perg. 737, págs. 348-349.
02 - Perg. 738, págs. 349-350.
03 - Perg. 741 e comentários. Págs. 350-351.
04 - Perg. 742, págs. 351.
05 - Perg. 744, págs. 351 -352.
06 - São chegados os tempos. In:_. A Gênese. Trad. de Guillon Ribeiro. 35. ed. Rio [de
Janeiro]: FEB, 1992. Item 9, pág. 407.
07 - CALLIGARIS, Rodolfo. As expiações coletivas. In:_. Páginas de Espiritismo Cristão.
4. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1993. Págs. 47-50.
08 - DENIS, Léon. A dor. In:_. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 16. ed. Rio [de
Janeiro]: FEB, 1991. Págs. 371-372.
Texto Extraído do Programa III do ESDE Editado Pela FEB

NECESSIDADE DO TRABALHO


Bom dia queridos amigos! No dia 20 de outubro de 2014, inciamos o estudo do tema "Necessidade do Trabalho", compartilhamos com todos o texto que foi estudado.





Genericamente o vocábulo trabalho pode ser definido como: ocupação em alguma obra
ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa.
O trabalho, porém, é lei da Natureza mediante a qual o homem forja o próprio progresso
desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive. (...)
O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física,
mas, também, intelectual pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da Cultura, do Conhecimento, da Arte, da Ciência. (...)” (09)
“(...) Mediante o trabalho-remunerado o homem modifica o meio, transforma o habitat,
cria condições de conforto.
Através do trabalho-abnegação, do qual não decorre troca nem permuta de remuneração, ele se modifica a si mesmo, crescendo no sentido moral e espiritual.
Por um processo ele se desenvolve na horizontal e se melhora exteriormente; pelo outro,
ascende no sentido vertical da vida e se transforma de dentro para fora.
Utilizando-se do primeiro recurso conquista simpatia e respeito, gratidão e amizade.
Através da autodoação consegue superar-se, revelando-se instrumento da Misericórdia Divina na construção da felicidade de todos. (...)” (10)
“(...) Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência.
Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação.
Mas é sempre um trabalho.” (05)
“(...) O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto
conquista valores incalculáveis com que o espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.
O momento perigoso para o cristão decidido é o do ócio, não o do sofrimento nem o da
luta áspera.
Na ociosidade surge e cresce o mal. Na dor e na tarefa fulguram a luz da oração e a
chama da fé. (...)” (08)
Nos mundos mais evoluídos quanto nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma.
“(...) A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto
menos materiais são estas, menos material é o trabalho. Mas, não deduzais daí que o homem se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”
(07)
Nos mundos primitivos os seus habitantes são mais rudimentares. “(...) A força é, entre
eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos.
(...)” (01)
“Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material
são muitíssimo diversas das da vida da Terra. (...)” (02)
“Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial
para qualquer de seus filhos; (...) a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas
lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade.” (03)
* * *
FONTES DE CONSULTA
01 - KARDEC, Allan. Há Muitas Moradas Na Casa de Meu Pai. In: O Evangelho Segundo o
Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 112. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1996. Item 8, pág. 75.
02 - Item 9, pág. 75.
03 - Item 12, pág. 77.
04 - Da Lei do Trabalho. In: O Livro dos Espíritos. Trad. De Guillon Ribeiro. 76. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 1995. Perg. 674, pág. 328.
05 - Perg. 676, pág. 328.
06 - Perg. 677, págs. 328-329.
07 - Perg. 678, pág. 329.
08 - FRANCO, Divaldo. A Benção do Trabalho. In: Leis Morais da Vida. Ditado pelo Espírito
Joanna de Ângelis. 6. ed. Salvador: LEAL, 1994. Págs. 37-38.
09 - Trabalho. In: Estudos Espíritas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 5. ed. Rio de Janeiro:
FEB, 1991. Pág. 91.
10 - Págs. 95-96.
Texto Extraído do Programa III do ESDE Editado Pela FEB

Poder da fé

1. Quando Ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando- se de joelhos a seus pés, disse: “Senhor, tem piedade d...